terça-feira, 21 de outubro de 2008

além do horizonte.


No meu caderno, há dias que as folhas em branco são paisagens da minha memória. Enquanto o tempo passa, eu me perco pelo calor do asfalto até o ultimo raio de sol. A chuva do verão vem pra lavar a minha alma, de tal forma, que lá se vai, dançando com o vento. E depois que o sol morreu, eu li o meu destino escrito nas estrelas..

Peguei meus pensamentos soltos, os traduzi em palavras, e guardei-os em papéis avulsos espalhados pela cama. Neles, não há indícios do nosso romance, e é nessas horas em que penso se é apenas fruto do meu desejo, mas quando fecho os olhos, tudo vem então eu vejo o meu futuro passando, atravessado pelas cicatrizes do tempo.

Não é preciso apagar a luz, tão pouco a noite. O sono vem com a morbidade do cansaço, que por meio de sonhos traduzem meus cantos, poesias e crônicas de uma paixão. Ao acordar, eu prendo o ar, e seguro a fronha, molhada com o meu suor. E na medida em que o tempo passa, o meu pensamento fica em você, na mesma medida da imensidão das águas do mar, abafam o meu suor.

E se o horizonte é tão longe..

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