Antes das cinco a vida acorda, antes do aparecer do sono. Enquanto os olhos despertam, um grande amor está indo embora, pegando um trem longe da minha estação. Porque o sol insiste em não nascer as seis? Porque aqui ele não bate na minha janela?
Sentada na janela vendo a vida acordar, as cores do café onde nos conhecemos, a tempestade de ontem ainda deixa marcas pela rua, mas a água da poça, já secou. Meu tem eu tenho certeza, deixará a estação, como sempre fez.
Eu devo ter desafinado no meu ultimo acorde, do mesmo jeito como você riu, durante nosso ultimo adeus. Passo todo dia por esta estrada, mas não presto atenção, no quanto ela havia mudado no tempo em que estive fora.
Enquanto trago meu sétimo cigarro, a lembrança do teu gosto se mistura por entre as cinzas. Quando eu voltar, talvez você entre pela minha porta novamente, mas, meu tem eu tenho certeza, deixará a estação, como sempre fez.

Um comentário:
Meniina, que texto foi esse, muito bom mesmo, a parte do cigarro... ixiii! tu que fez?!
se puder visita ;*
http://www.blogdopedrera.blogspot.com/
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